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Visita internacional

Carlo Rubbia, Prêmio Nobel de Física, disse no CGEE
que a hora do Brasil é agora e energia será a mola do futuro


No âmbito do acordo de cooperação técnica entre o CGEE e a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), o Prêmio Nobel teve um encontro no CGEE com atores nacionais relevantes da área de CT&I, onde falou sobre o uso das tecnologias renováveis de grande potência, os avanços das tecnologias nucleares do futuro - mais seguras e mais limpas - e sobre as mudanças climáticas como elemento-guia de promoção destas tecnologias de ponta e da cooperação internacional.

Além de toda a diretoria do CGEE, debateram com Carlo Rubbia diretores, gerentes e representantes da Embrapa, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), dos Ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT), da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), das Relações Exteriores (MRE) e das Minas e Energia, da Cepal, Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Em sua fala, Rubbia alertou sobre o gasto excessivo de energia, lembrando que quando nasceu, há 75 anos, o mundo consumia um sexto da energia que consome hoje. Ele defende que o Brasil – referência na área de energias renováveis - precisa desenvolver métodos e aprimorar as pesquisas e assim apresentar soluções globais para a questão energética. Ele salientou que o novo paradigma mundial será no campo energético e que o Brasil deve se perguntar se quer ser um ganhador ou um perdedor nessa nova etapa.

Para ocupar uma posição de liderança, segundo o Prêmio Nobel, o país precisa produzir conhecimento e não seguir tendências ditadas pelo que ele considerou dois blocos de “inimigos: os países desenvolvidos, como Alemanha e França, que já ocupam postos de destaque, e outros países em desenvolvimento, que, assim como o Brasil, estão emergindo no campo científico e tecnológico, caso da China. Rubbia termina sua conferência sugerindo que o país dê oportunidades aos jovens, para que eles possam fazer o melhor que podem, pois são os “jovens cientistas que impulsionarão o tema de energia no Brasil”.

O físico italiano ganhou o prêmio Nobel de Física em 1984, pelas contribuições fundamentais à descoberta das partículas de campo W e Z, transportadoras da interação fraca. Ele é assessor especial da Cepal no campo de prospectiva energética e está neste momento no Brasil integrando uma missão oficial das Nações Unidas. Rubbia é atualmente o principal consultor científico do Centro de Investigações Energéticas, Meio-ambientais e Tecnológicas (Ciemat), vinculado ao Ministério da Ciência e Inovação da Espanha e é consultor do Ministério do Ambiente, da Terra e do Mar da Itália. Além disso, Rubbia é membro do grupo consultivo de alto nível sobre alterações climáticas, instituído pela Presidência da União Européia em 2007.


   
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