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Hidrogênio energético no Brasil - Subsídios para políticas de competitividade: 2010-2025

CGEE | 2010


Em linhas gerais, a expressão economia do hidrogênio tem sido utilizada para descrever um novo paradigma econômico baseado no hidrogênio como vetor energético e não mais numa economia dependente quase exclusivamente de recursos não-renováveis, como o petróleo e seus derivados.

Segurança energética e a redução dos impactos ambientais constituem os principais motivadores para a mudança de paradigma do setor energético. A segurança energética é evidenciada uma vez que a possibilidade de obtenção de hidrogênio de várias fontes permite privilegiar as fontes locais de cada país diminuindo ou evitando a importação de energia. Os impactos ambientais diminuem, já que a utilização do hidrogênio para geração de energia elétrica através de célula a combustível não produz gás de efeito estufa produzindo apenas água como subproduto. As emissões também são significativamente reduzidas na queima do hidrogênio em motores de combustão interna ou queimadores para a geração de calor.

No entanto há certo consenso na comunidade internacional que a transição da infraestrutura energética atual para uma infraestrutura baseada no hidrogênio e outros combustíveis alternativos levará décadas, pois barreiras técnicas, econômicas e institucionais deverão ser suplantadas. Os sistemas de produção, armazenamento, transporte, distribuição e conversão do hidrogênio ainda enfrentam gargalos tecnológicos e econômicos. Tecnologias de produção de hidrogênio como a reforma de combustíveis em pequena escala e a eletrólise da água, o armazenamento de hidrogênio gasoso em pressões elevadas ou em materiais sólidos adsorvedores, a conversão do gás em energia elétrica, seja em células a combustível ou em motores de combustão interna ou turbinas, demandam esforços e investimentos elevados em todo o mundo.

No Brasil, cujos recursos naturais renováveis são abundantes e cuja matriz energética possui elevada participação de fontes energéticas renováveis, o desenvolvimento de tecnologias para a economia do hidrogênio certamente contribuirá para uma utilização mais eficiente dessas fontes energéticas, além de possibilitar uma participação importante no mercado mundial de equipamentos e serviços relacionados às energias renováveis e ao hidrogênio. Dessa forma, o engajamento do país na corrida para a implantação da economia do hidrogênio é altamente estratégico dos pontos de vista econômico, tecnológico e ambiental.

Este documento propositivo oferece, aos tomadores de decisão, subsídios para definir ações político-institucionais, que em consonância com a visão de demanda futura e com principais pensamentos estratégicos de especialistas, tenham elevado potencial para promover o estabelecimento e a sustentabilidade das tecnologias do hidrogênio no país. O documento foi produzido pela equipe técnica do CGEE, servida por ampla base de especialistas, encarregada da liderança do estudo denominado Estudos, Análises e Avaliações; para a Ação Nº. 21, Tecnologias Críticas e Sensíveis em Setores Prioritários; e Sub-ação Nº. 04, Hidrogênio II.

Cabe ressaltar ainda que este estudo oferece aos formuladores de políticas públicas elementos e instrumentos que podem balizar as ações governamentais que estão em fase de estruturação e que tem o foco nas tecnologias do hidrogênio.

Desta forma, a equipe técnica do estudo coordenou a participação (em oficinas de trabalho e em consultas eletrônicas) de dezenas de pesquisadores e executivos de instituições de governo e de empresas para chegar à síntese que aqui se apresenta no formato de propostas em quatro frentes de atuação:

  1. 1. Recomendações gerais para o incentivo à economia do hidrogênio;
  2. 2. Recomendações para o incentivo à produção do hidrogênio;
  3. 3. Recomendações para o incentivo ao desenvolvimento da logística do hidrogênio;
  4. 4. Recomendações para o incentivo aos sistemas de utilização do hidrogênio.

Essas linhas centrais propositivas são desdobradas em recomendações para o incentivo e desenvolvimento das tecnologias do hidrogênio apresentando ações para o estabelecimento de uma agenda tecnológica, voltada à pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico; e ações para o estabelecimento de uma agenda de inovação, voltada para o incentivo ao desenvolvimento industrial dessas tecnologias.

As propostas apresentadas têm o horizonte de 15 anos; onde, para efeito deste documento, deve-se considerar:

  • Ações de curto prazo: 0 a 5 anos;
  • Ações de médio prazo: 5 a 10 anos;
  • Ações de longo prazo: 10 a 15 anos.

Ainda que apresente propostas limitadas a algumas áreas das tecnologias do hidrogênio, saliente- se que não se esgotam aqui os debates sobre o estabelecimento de uma estratégia nacional diante das oportunidades dessas tecnologias.

Finalmente, o estudo apresenta a percepção de enormes oportunidades para o Brasil, sendo que o incentivo destas tecnologias por meio de instituições governamentais e empresariais deve propiciar ganhos consideráveis na forma de:

  • - Diminuição de impactos ambientais na geração e utilização de energia;
  • - Aumento da segurança energética;
  • - Melhoria do aproveitamento dos recursos naturais;
  • - Desenvolvimento regional;
  • - Desenvolvimento de parque industrial competitivo;
  • - Geração de empregos.


Hidrogênio energético no Brasil - Subsídios para políticas de competitividade: 2010-2025

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