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Oics do CGEE em debate durante a Reunião Anual da SBPC

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Oics do CGEE em debate durante a Reunião Anual da SBPC

Uma plataforma que facilita a tomada de decisão para a promoção de cidades mais resilientes. Essa foi a forma como o Observatório de Inovação para Cidades Sustentáveis (Oics) do CGEE foi definido, hoje (08), pela coordenadora do projeto, Raiza Fraga. Ela foi uma das participantes da mesa-redonda “Ciência, Tecnologia e Inovação para as Cidades Brasileiras do Futuro”. O debate integrou a programação científica da Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece até o dia 13 de julho, em Belém, na sede da Universidade Federal do Pará (UFPA). 

“O Oics é um projeto que tem a proposta de apoiar os municípios em relação à sustentabilidade. Nesse sentido, o observatório é um banco de soluções que permite explorar alternativas para estimular a sustentabilidade urbana”, afirmou, durante a sua palestra. 

A coordenadora explicou que, para facilitar o seu uso, a plataforma foi dividida em seis temas: ambiente construído; Soluções baseadas na Natureza; mobilidade; energia; saneamento; e resíduos sólidos. Além disso, as soluções foram categorizadas por status de maturidade, que vão desde “ideação e pesquisa” até “amplamente disseminada”. 

Fraga destacou que o trabalho do Oics envolveu, ainda, o cruzamento de informações com o território. Ou seja, quais os efeitos que uma solução pode trazer para determinado local, de acordo com os indicadores de desempenho previamente definidos. “Como essa solução proposta afeta o território, caso seja implementada?”, foi uma das perguntas norteadoras da construção da plataforma. 

Desde a sua criação, o Oics gerou uma série de publicações que contribuem com o debate em torno da sustentabilidade nas cidades. Durante a sua palestra, a coordenadora apontou o Catálogo Brasileiro de Soluções baseadas na Natureza como um desses produtos. A proposta da iniciativa é oferecer subsídios no que diz respeito aos principais elementos necessários para a tomada de decisão e o planejamento de estratégias e ações relativas às SbN. 

Na ocasião, o coordenador da mesa-redonda, o professor do Instituto de Física da Universidade Federal de São Carlos e ex-presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, destacou a importância do Oics. “Vou insistir na propaganda do observatório porque ele é muito prático. Temos a solução, que já deu certo em outro município e que pode servir, no mínimo, de benchmarking para o que estamos propondo fazer em outra cidade”, afirmou. 

Oliva ressaltou a necessidade de levar iniciativas como essa a outras instâncias, com mais proatividade. “Nós temos que chegar no prefeito, no vereador, no líder comunitário para saber qual é o problema que ele deseja resolver. Precisamos ser mais proativos com o poder público e saber qual é a sua necessidade”, disse. 

O debate contou, ainda, com palestras da professora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC/USP), Luisa Paseto; e do professor da UFPA, Carlos Renato Lisboa Francês. 

O debate pode ser conferido pelo link https://www.youtube.com/canalsbpc.  

 



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