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CGEE lança resultados da avaliação do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do CNPq

O estudo inédito verifica o impacto do programa em três dimensões: para os estudantes e os seus orientadores, para o sistema de ensino superior e para a sociedade.

CGEE encerra rodada de reuniões do projeto Prospecção Tecnológica no Setor de Energia Elétrica

O projeto debateu a construção do futuro da energia elétrica no país em reuniões sobre diversas macrotemáticas relacionadas ao setor.

Presidente do CGEE é agraciado com medalha do Exército

O presidente recebeu a Ordem do Mérito Militar, a mais importante condecoração do Exército.

Diretor executivo do CGEE participa de conferência em Moscou

O evento debateu temas como políticas de CT&I e foresight, com a participação de especialistas de diversos países.

CGEE e Embrapa assinam aditivo do acordo de cooperação técnica

Por meio da parceria, as instituições poderão desenvolver uma série de ações para a produção agrícola e agroindustrial nacional.

CGEE e Ministério da Defesa assinam acordo de cooperação técnica

A parceria prevê a utilização, por parte das Forças Armadas, das ferramentas de inteligência tecnológica desenvolvidas pelo CGEE, no âmbito do Contrato de Gestão com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

CGEE inicia novo ciclo de reuniões do projeto Prospecção Tecnológica no Setor de Energia Elétrica

Rodada de debates reunirá cerca de 350 especialistas do setor elétrico que abordarão temas como energia eólica, transmissão em corrente contínua e geração distribuída.

CGEE apresenta ferramentas de inteligência tecnológica à Seped/MCTIC

Durante a reunião, técnicos das duas instituições debateram possíveis iniciativas do ministério onde o pacote de ferramentas poderia ser aplicado.

CGEE e Embrapii debatem possibilidades de parceria institucional

Durante o encontro, o Centro apresentou exemplos de serviços de inteligência estratégica prestados a instituições do Sistema Nacional de CT&I.

Desertificação é tema debatido pelo CGEE em livro sobre governança ambiental no Brasil

Assessores técnicos do CGEE tratam de institucionalidade e governança para o combate à desertificação no Brasil.

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Mariana Mazzucato conclui estudo sobre Política de Inovação para o governo federal

Inovação

A economista e PhD americana Mariana Mazzucato apresenta, hoje (6), para o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, os resultados do estudo “The Brazilian Innovation System: A Mission-Oriented Policy Proposal”. A iniciativa foi realizada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), em parceria com a Universidade de Sussex, por demanda do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Mazzucato, autora do premiado livro “O Estado empreendedor – Desmascarando o mito do setor público vs. setor privado”, destaca que é possível para o Brasil estabelecer uma agenda positiva de longo prazo para recuperar o ritmo de crescimento e promover o desenvolvimento, semeando a transformação do Sistema Nacional de Inovação (SNI).

Para atingir esse objetivo, ela propõe a adoção de políticas “mission oriented”, ou seja, orientadas por missões. Esse conceito é abordado no relatório como políticas públicas sistêmicas que se baseiam em conhecimento de fronteira para atingir metas específicas de longo prazo que respondam aos desafios sociais.

A autora destaca ainda que é necessário colocar a inovação no centro da política de crescimento econômico do país, trazendo mais coerência entre os ministérios da Fazenda e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Ela analisa os pontos fracos e fortes do SNI e esboça formas concretas em que o investimento público pode criar novas áreas de competitividade e incentivar o aporte privado, impulsionado pela inovação orientada por missões. “Isso é particularmente fundamental em um país com um histórico de pouco gasto em pesquisa e desenvolvimento por parte do setor empresarial”, afirma.

Sistema Nacional de Inovação

O estudo avalia várias iniciativas de incentivo à inovação implementadas pelo governo federal recentemente. A autora destaca a importância de programas como o Inova Empresa, analisado como um exemplo positivo de política orientada por missões, ao ser lançado com forte articulação entre ministérios, agências e demais instituições com o objetivo de  impulsionar a economia e elevar a produtividade.

De acordo com o estudo, o Brasil possui todos os elementos de um sistema de inovação desenvolvido, com instituições chave em todos os seus subsistemas: de educação e pesquisa, de produção e inovação, de financiamento público e privado, e de políticas e regulação.
No entanto, a autora argumenta que o país ainda não conta com uma agenda estratégica consistente de longo prazo, que dê coerência às políticas públicas executadas pelas diferentes instituições e que oriente a pesquisa científica e os agentes privados em seus esforços para a inovação. O relatório foi conduzido por Mazzucato, em co-autoria com o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Caetano Pena.

O presidente do CGEE, Mariano Laplane, destaca a importância da iniciativa como subsídio para a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2016-2019. “O estudo mostra como é possível para o país, por meio das iniciativas implementadas, alcançar um crescimento econômico guiado pela inovação, sendo inclusivo e sustentável”, afirma.

O ministro da CT&I, Celso Pansera, ressalta que o estudo mostra o grande potencial do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) e que o documento pode subsidiar as ações da pasta.“Sabemos que são necessárias adequações para fortalecer ainda mais a área no Brasil, e estamos trabalhando continuamente nesse sentido. Já estamos desenvolvendo uma proposta de regulamentação do Marco Legal do setor e seguimos na construção da ENCTI”, lembra.

Por outro lado, o ministro reconhece a importância do financiamento das pesquisas no país. “Temos confiança na recuperação da economia nacional e na sensibilidade do governo em fortalecer os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Além disso, estamos negociando com o governo e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) um empréstimo de R$ 1,4 bilhão”, conta.