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CGEE e Embrapii debatem possibilidades de parceria institucional

Durante o encontro, o Centro apresentou exemplos de serviços de inteligência estratégica prestados a instituições do Sistema Nacional de CT&I.

Desertificação é tema debatido pelo CGEE em livro sobre governança ambiental no Brasil

Assessores técnicos do CGEE tratam de institucionalidade e governança para o combate à desertificação no Brasil.

CGEE participa de publicação do Ipea sobre implementação das Convenções da Rio 92

O livro trata da execução, no Brasil, das Convenções-Quadro das Nações Unidas sobre biodiversidade, mudança climática e desertificação, originadas na Rio 92.

CGEE apresenta ferramentas de inteligência tecnológica a instituição argentina

CGEE recebe representantes de instituição de foresight argentina para troca de informações sobre ferramentas desenvolvidas no CGEE.

MCTIC lança publicação sobre políticas públicas para cidades sustentáveis

O livro cita o programa realizado, em parceria com o CGEE, sobre criação de plataforma de conhecimento sobre as cidades sustentáveis.

"A melhor maneira de antecipar o futuro é construí-lo", afirma presidente do CGEE em curso da Enap

Em palestra magna ministrada na abertura do curso de especialização da Enap, presidente do CGEE fala sobre estratégias de desenvolvimento em períodos de incerteza.

MCTIC começa a discutir plano de ação para o desenvolvimento da bioeconomia no Brasil

CGEE integra grupo de trabalho que vai apontar barreiras, oportunidades e definir estratégias. Bioeconomia é um dos 12 eixos da Estratégia Nacional de Ciência e Tecnologia.

CGEE sedia reunião para debater a bioeconomia no Brasil

A discussão visa a subsidiar a construção de um Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação em Bioeconomia.

CGEE propõe criação de centro tecnológico em celulose e papel

O projeto é parte da publicação mais recente do Centro, que sugere estratégias para o fomento ao desenvolvimento tecnológico da indústria do setor.

CGEE dá aula magna em curso de especialização da Enap

Na ocasião, o presidente do CGEE, Mariano Laplane, ministrará palestra magna sobre Planejamento e Estratégias de Desenvolvimento em períodos de incerteza.

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Número de programas de mestrado e doutorado triplicou no País, aponta estudo do CGEE

Publicação

O número de programas de mestrado e doutorado no Brasil apresentou, de 1996 a 2014, um crescimento de 205% e 210%, respectivamente. A expansão de títulos concedidos dentro dessas categorias foi ainda superior, de 379% e 486%. Os dados integram um estudo inédito do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) que será lançado no dia 5, em Porto Seguro (BA), durante a 68ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

A publicação “Mestres e Doutores 2015: estudos da demografia da base técnico-científica brasileira” revela que, apesar do crescimento do número de títulos de doutorado concedidos no Brasil, o seu valor ainda é baixo quando comparado a  outros países. Em 2013, por exemplo, a média brasileira foi de 7,6 doutores formados para cada grupo de 100 mil habitantes. Entre as nações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas México (4,2) e Chile (3,4) apresentaram desempenho inferior ao Brasil.

“O crescimento dessa mão de obra qualificada tem sido contínuo e consistente ao longo de quase duas décadas, o que reflete uma política de Estado bem sucedida. No entanto, ainda temos um caminho longo para trilhar. O estudo demonstra que há uma grande distância em relação aos países desenvolvidos, o que nos incentiva a manter e expandir os investimentos”, avalia a coordenadora do estudo, Sofia Daher. 

A publicação também aponta que houve uma desconcentração geográfica da pós-graduação. Em 1996, a maior parte dos mestres e doutores se formou na região Sudeste. Apenas São Paulo e Rio de Janeiro foram responsáveis por 58,8% dos títulos de mestrado e 83,4% dos de doutorado daquele ano, respectivamente. Em 2014, esses Estados responderam, em conjunto, por 36,6% dos mestres e 49,5% dos doutores formados no País. 

“Isso decorre da criação de novas universidades e campi que alcançam áreas que antes eram menos atendidas pelo sistema de pós-graduação”, afirma Daher. O número de títulos de mestrado concedidos na região Norte, por exemplo, passou de 135, em 1996, para 1884, em 2014, registrando um aumento de mais de 1200%. No doutorado, os títulos foram de 21 para 301.  

A publicação traz pela primeira vez a dinâmica do emprego formal de mestres e doutores analisada em seis anos sucessivos. “Os dados apontam que, mesmo com o crescimento expressivo dos egressos da pós-graduação, eles foram absorvidos pelo mercado de trabalho formal. Vale destacar que parte dos mestres logo se engaja no doutorado, antes de partir para o emprego”, afirma a coordenadora do estudo, Sofia Daher. 

O estudo demonstra que a taxa de emprego formal dos mestres e doutores manteve-se estável de 2009 a 2014, em cerca de 66% e 75%, respectivamente. Já o grau de formalidade do emprego da população em geral é em torno de 53%, de acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A iniciativa revela, ainda, que houve um aumento da inserção de mestres e doutores em entidades empresariais de segmentos de alta tecnologia, passando de 18%, em 2010, para 24%, em 2014. “Isso reflete uma maturidade dessas empresas no reconhecimento da importância de ter em seus quadros mão de obra altamente qualificada capaz de contribuir para atividades inovativas em setores como fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos; de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos; e aeronáutica”, ressalta.

A publicação integra um esforço do CGEE para avaliar a formação de recursos humanos em ciência, tecnologia e inovação no País e subsidiar a formulação de políticas públicas na área. Trata-se de uma atividade contínua do Centro, já em sua quarta edição (“Doutores 2010”, “Mestres 2012” e “Doutores brasileiros titulados no exterior”).

A iniciativa tem como objetivo gerar informações sobre a formação e o emprego de mestres e doutores no Brasil. O estudo apresenta um amplo conjunto de estatísticas relacionados à formação desses recursos humanos especializados a partir do cruzamento das bases de dados da RAIS/MTE, Coleta Capes e Plataforma Sucupira/Capes.

O estudo será lançado durante uma sessão especial da 68ª Reunião Anual da SBPC. Os dados serão apresentados pelo diretor do CGEE, Antonio Carlos Filgueira Galvão, em um painel coordenado pela presidente da SBPC, Helena Nader. Os resultados serão repercutidos pelo presidente do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), Sergio Gargione; pelo representante da Diretoria de Programas e Bolsas no País da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), professor Adalberto Grassi; e pelo presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Davidovich.

Para ver o estudo na íntegra acesse o link: https://www.cgee.org.br/web/rhcti/mestres-e-doutores-2015