MEMÓRIA INSTITUCIONAL

Legado da educação e da ciência é celebrado nos 75 anos da CAPES

Cerimônia reuniu autoridades, representantes da comunidade científica, ex-presidentes da Fundação e parceiros para celebrar a trajetória da principal agência de fomento à pós-graduação brasileira

Setenta e cinco anos de história, ciência e compromisso com a educação marcaram a celebração da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), realizada nesta quarta-feira (1º), no Teatro Nacional, em Brasília. Logo após a cerimônia de entrega do Prêmio Anísio Teixeira 2026, autoridades, pesquisadores, representantes da comunidade científica e gestores públicos participaram da solenidade comemorativa, que homenageou a trajetória da Fundação e reafirmou seu papel estratégico para o desenvolvimento do Brasil.

Criada em 11 de julho de 1951 por iniciativa do educador Anísio Teixeira, a CAPES nasceu com a missão de formar profissionais altamente qualificados e fortalecer a produção científica nacional. Ao longo de sua história, consolidou-se como a principal agência brasileira de fomento à pós-graduação, responsável pela avaliação dos programas de mestrado e doutorado, pela concessão de bolsas, pela cooperação internacional e pela formação de professores da educação básica.

Durante seu pronunciamento, a presidente da CAPES, Denise Pires de Carvalho, destacou que a Fundação tornou-se uma instituição de Estado e reforçou o compromisso de ampliar a qualidade e a inclusão na pós-graduação brasileira.

“Há 75 anos seguimos edificando a nação brasileira e promovendo a ciência e a tecnologia. Vida longa à CAPES”, destacou.

A presidente também ressaltou avanços recentes da Fundação, como a aprovação do VII Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG 2025–2029), a realização do primeiro Censo da Pós-Graduação, a criação da Diretoria de Informação Científica e Altos Estudos, o fortalecimento das políticas de redução das desigualdades regionais, a ampliação dos acordos transformativos do Portal de Periódicos e o crescimento dos programas voltados à formação de professores da educação básica. 

Reconhecimento à história da Fundação

Um dos momentos mais simbólicos da celebração foi a homenagem prestada aos ex-presidentes da CAPES, Mercedes Bustamante, Jorge Almeida Guimarães, Abílio Baeta Neves, Carlos Roberto Jamil Cury, Sandoval Carneiro Júnior, Anderson Ribeiro Correia e Benedito Guimarães Aguiar Neto, reconhecidos pelas contribuições para o fortalecimento da pós-graduação e da ciência brasileira ao longo das últimas décadas. 

A Fundação também recebeu homenagens de instituições parceiras. O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) entregou uma placa em reconhecimento à contribuição da CAPES para a formulação de políticas públicas voltadas à formação de mestres e doutores. Na sequência, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) prestaram homenagem à instituição como política pública de Estado.

Em reconhecimento ao apoio institucional para a realização das comemorações dos 75 anos, a CAPES homenageou ainda a subsecretária de Gestão Administrativa do Ministério da Educação, Jussara Cardoso Silva Freitas, e o secretário-executivo do MEC, Rodolfo de Carvalho Cabral. 

Ciência como projeto de país

Ao representar os pós-graduandos brasileiros, o presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Vinícius Soares, afirmou que celebrar os 75 anos da CAPES significa reconhecer uma das políticas públicas mais importantes da história recente do país.

“A CAPES ajudou a construir um dos maiores sistemas públicos de pós-graduação do mundo. Formou gerações de mestres e doutores, fortaleceu universidades, consolidou a ciência brasileira e contribuiu para que o país desenvolvesse capacidades estratégicas em diversas áreas”, disse.  

O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Olival Freire Júnior, ressaltou a complementaridade histórica entre as duas instituições, criadas em 1951.

“Avaliar e financiar conforme o resultado da avaliação foi a chave do sucesso da política construída pela CAPES”, pontuou o professor Olival.

Também participou da cerimônia o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo Cruz, ex-bolsista da CAPES durante o mestrado e o doutorado. Ao relembrar sua trajetória, afirmou que sua formação demonstra o impacto das políticas de fomento da Fundação na produção de conhecimento e na formulação de políticas públicas.

“Eu sou fruto da universidade pública e de qualidade. Sou fruto das bolsas da CAPES. O meu trabalho de pesquisa hoje responde e chega às mãos dos homens e mulheres das águas do nosso país”, acrescentou o ministro.

Compromisso com o futuro

Encerrando a solenidade, o secretário-executivo do Ministério da Educação, Rodolfo de Carvalho Cabral, destacou que o investimento em recursos humanos e na retenção de talentos é o eixo estruturante para a soberania nacional.  

“O apoio concedido ao bolsista não se resume ao auxílio financeiro. Ele representa o reconhecimento, por parte do Estado brasileiro, do potencial intelectual de nossos estudantes e pesquisadores”, afirmou o secretário-executivo concluindo que o fomento científico é essencial para a formação e retenção de talentos e para o desenvolvimento científico nacional.

Fonte: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

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