Institucional

CGEE apresenta trajetória de construção da prospectiva em CT&I em workshop da Cepal

Diretor do Centro, Caetano Penna, destacou a evolução das capacidades da instituição para monitorar tendências e antecipar cenários em CT&I.

O diretor de Projetos Estratégicos e Relações Internacionais do CGEE, Caetano Penna, participou, ontem (1º), do Seminário “Taller de Capacitação sobre Prospectiva e Vigilância para Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação”, promovido pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Em sua apresentação, intitulada “Pensar o futuro em CT&I: a trajetória do CGEE”, o dirigente compartilhou uma análise sobre a evolução das capacidades de prospectiva da instituição desde a sua criação. O evento é realizado de 1º a 4 de junho, das 12h às 14h (horário de Brasília), com transmissão pelo canal da Cepal no YouTube.

Durante a palestra, Penna apresentou uma reflexão sobre o papel do CGEE como um sistema permanente de prospectiva, monitoramento e antecipação em ciência, tecnologia e inovação (CT&I). De acordo com ele, a instituição reúne características pouco comuns em organizações do sul global, como equipe técnica especializada, plataformas próprias de informação, redes de especialistas, mecanismos de articulação e conexão com os ciclos de tomada de decisão.

Como parte da apresentação, o diretor compartilhou um exercício desenvolvido especialmente para o workshop. A análise reuniu relatórios anuais, contratos de gestão, documentos institucionais e artigos publicados pela Revista Parcerias Estratégicas, permitindo identificar 62 iniciativas distintas de antecipação de futuro realizadas pelo CGEE desde a sua criação.

No levantamento, Penna propôs uma interpretação da trajetória institucional do Centro em diferentes fases. A primeira remonta ao período anterior à criação do CGEE, quando estudos de cenários estratégicos eram conduzidos pelo então Centro de Estudos Estratégicos, vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. A segunda corresponde à consolidação de metodologias prospectivas, com destaque para os exercícios Delphi e estudos setoriais. Em seguida, a instituição caminhou para uma fase marcada pelo desenvolvimento de abordagens próprias de foresight tecnológico, roadmapping e construção de cenários, ampliando a sua atuação junto a diferentes instituições do governo federal.

De acordo com a análise apresentada, a partir de 2015 houve um fortalecimento dos observatórios e sistemas de monitoramento, com foco em indicadores, métricas de CT&I e acompanhamento de tendências. Fundamentais para compreender a evolução do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, essas iniciativas passaram a concentrar uma maior atenção na vigilância e no acompanhamento de dados, em detrimento a iniciativas explícitas de prospecção tecnológica e estudos de futuro. No entanto, metodologias de prospectiva e antecipação foram mobilizadas implícita e transversalmente à carteira de projetos do CGEE.

Penna destacou que, apesar disso, o CGEE vive atualmente um movimento de retomada explícita dos estudos de futuro. Entre os exemplos citados estão os trabalhos relacionados à Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, aos estudos sobre minerais críticos e terras raras, à capacitação da instituição na temática futures literacy, às tecnologias quânticas, ao evento International workshop on technology foresight: ST&I opportunities for cooperation among Brics e às iniciativas voltadas para sustentabilidade, transição energética e transformação digital.

Penna destacou, no entanto, que o CGEE vive atualmente um movimento de retomada explícita dos estudos de futuro. Entre os exemplos citados estão os trabalhos relacionados à Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, aos estudos sobre minerais críticos e terras raras, às tecnologias quânticas e às iniciativas voltadas para sustentabilidade, transição energética e transformação digital.

O diretor apresentou, ainda, a estrutura atual de capacidades da instituição, organizada em três grandes blocos: metodológico, sistêmico e temático. O primeiro reúne competências em prospectiva, estudos de futuro, roadmapping tecnológico e análise de dados. O segundo está relacionado à compreensão do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Por sua vez, o terceiro concentra temas estratégicos como sustentabilidade, mudanças climáticas, inteligência artificial, conectividade e tecnologias críticas e emergentes. 

Ao concluir a apresentação, Penna ressaltou que a existência de capacidades institucionais consolidadas não garante, por si só, a produção de antecipação estratégica. Para ele, essas capacidades precisam ser continuamente ativadas por visões de longo prazo e por demandas capazes de mobilizar o conhecimento acumulado pela organização. “Ter o sistema é uma condição necessária, mas é fundamental orientá-lo para a frente, para antecipar o futuro além de monitorar o presente”, concluiu.

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