Programação reuniu pesquisadores, representantes do MCTI e especialistas para discutir estratégias de articulação entre ciência, tecnologia e políticas públicas.
O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos realizou, ontem (14), em sua sede, em Brasília (DF), uma reunião com pesquisadores, representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, integrantes da comunidade científica e instituições ligadas à fotônica para uma troca de experiências sobre a construção de um possível Observatório em Fotônica no Brasil.
O encontro reuniu especialistas de diferentes áreas para discutir como observatórios estratégicos podem fortalecer a articulação entre ciência, tecnologia, inovação e políticas públicas, conectando dados, competências, instituições e estratégias nacionais.
Durante a reunião, o CGEE compartilhou experiências de observatórios já em atuação, apresentando metodologias, ferramentas e iniciativas voltadas ao monitoramento estratégico da produção científica, da formação de recursos humanos, de indicadores de CT&I e de tendências tecnológicas.
A coordenadora do Observatório de Ciência, Tecnologia e Inovação (Octi) do CGEE, Adriana Badaró, destacou a trajetória institucional do Centro e o seu papel na articulação entre diferentes atores do ecossistema de ciência, tecnologia e inovação. De acordo com ela, o CGEE foi criado a partir de uma demanda surgida durante a 2ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, com a missão de atuar como um espaço de reflexão estratégica e construção coletiva de soluções para o desenvolvimento do país.
Badaró ressaltou, ainda, que ao longo de seus 25 anos, o CGEE consolidou uma atuação baseada na produção de evidências e informações qualificadas para subsidiar a formulação de políticas públicas.
“Temos uma atuação muito voltada para a articulação, reunindo parceiros e diferentes instituições para construir informações estratégicas que apoiem a gestão e a tomada de decisão”, afirmou.
Durante a apresentação, a coordenadora também compartilhou a experiência do Centro na construção e implementação de observatórios e núcleos de inteligência estratégica. Segundo ela, o primeiro observatório estruturado pelo CGEE surgiu em 2006, em um momento em que esse modelo ainda era pouco difundido no país.
Ela destacou que a definição do propósito de um observatório é um dos principais desafios para esse tipo de iniciativa. Entre as possibilidades, estão estruturas voltadas à organização e disponibilização de dados, ambientes de conexão entre atores, plataformas de análise estratégica ou instrumentos de apoio à tomada de decisão.
“Atualmente, o CGEE conta com seis observatórios em atuação, além de outras iniciativas que ajudamos a estruturar em diferentes instituições”, explicou Adriana Badaró.
As discussões também destacaram a importância de construir iniciativas colaborativas, dinâmicas e sustentáveis, capazes de integrar academia, governo, setor produtivo e sociedade em torno do desenvolvimento científico e tecnológico do país.
A proposta de criação do Observatório em Fotônica busca ampliar essa conexão, fortalecendo o mapeamento de competências, laboratórios, pesquisas e oportunidades estratégicas para o avanço da área no Brasil.
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