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Presidente do CGEE participa da abertura dos 110 anos da Academia Brasileira de Ciências

O evento inaugural contou com a palestra “Os 110 Anos da Academia Brasileira de Ciências”, ministrada pelo físico e divulgador científico Ildeu de Castro Moreira.

O Presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Anderson Gomes, participou, nesta terça-feira (28), da abertura das comemorações dos 110 anos da Academia Brasileira de Ciências (ABC). A programação teve início com o seminário “ABC 110 Anos: Legado e Futuro”, que marca oficialmente as celebrações da instituição.

A presidente da ABC, Helena B. Nader, destacou a importância do momento ao convidar a comunidade científica e a sociedade a participarem das atividades, que resgatam a trajetória da Academia e projetam seus desafios para o futuro.

Também vice-presidente regional da ABC e presidente da Academia Pernambucana de Ciências (APC), Anderson Gomes ressaltou o papel histórico da instituição na articulação entre ciência, desenvolvimento e formulação de políticas públicas no Brasil.

“A trajetória da ABC está profundamente entrelaçada com o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Mais do que um espaço de excelência acadêmica, a Academia tem sido uma voz qualificada na definição de agendas estratégicas nacionais”, afirmou.

O evento inaugural contou com a palestra “Os 110 Anos da Academia Brasileira de Ciências”, ministrada pelo físico e divulgador científico Ildeu de Castro Moreira. Em sua exposição, o acadêmico apresentou marcos históricos da instituição desde sua fundação, em 1916, destacando sua atuação na defesa da ciência, na participação em debates sobre questões nacionais e na promoção da pesquisa no país.

Ao longo de mais de um século, a ABC consolidou-se como uma das principais referências da comunidade científica brasileira, contribuindo para a formação de pesquisadores, a produção de conhecimento e o fortalecimento do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação.

Para Anderson Gomes, a celebração dos 110 anos também representa um momento de reafirmação da ciência como política de Estado. Segundo ele, a Academia tem desempenhado papel relevante na formulação de propostas voltadas ao fortalecimento estrutural do setor e à ampliação dos investimentos em ciência e tecnologia.

“A convergência entre produção de conhecimento e reflexão estratégica, presente tanto na ABC quanto no CGEE, é fundamental para reposicionar a ciência no centro do projeto de desenvolvimento brasileiro. Celebrar os 110 anos da Academia é renovar o compromisso com um futuro em que a ciência seja reconhecida como eixo estruturante da soberania, da inovação e da qualidade de vida da sociedade”, afirmou.

A programação também incluiu a apresentação do Centro de Memória da ABC José Murilo de Carvalho, iniciativa voltada à preservação e difusão do acervo da instituição. O projeto, realizado em parceria com o Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) e com apoio da Faperj, reúne documentos, imagens, vídeos e publicações que registram mais de um século da história da ciência no Brasil. O Centro homenageia o historiador José Murilo de Carvalho (1939–2023), membro da ABC desde 2003 e da Academia Brasileira de Letras (ABL) desde 2004. A iniciativa foi desenvolvida por um grupo de acadêmicos liderado por Maria Vargas e Patricia Bozza, com a participação de pesquisadores e especialistas ligados à instituição.

Com informações da ABC.

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