Lançamento da versão preliminar ocorre no dia 1º, em Boa Vista (RR), durante reunião do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa.
Ao todo, foram elaborados 27 relatórios padronizados, contemplando os estados e o Distrito Federal, com base em um amplo conjunto de dados sobre titulação e emprego formal de mestres e doutores.
O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) divulga, no próximo dia 1º, a versão preliminar dos Cadernos Estaduais da série Mestres e doutores nas unidades da Federação. A apresentação será realizada durante a reunião do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), em Boa Vista (RR).
A publicação é resultado de iniciativa do Observatório de Recursos Humanos para Ciência, Tecnologia e Inovação (ORHCTI) do CGEE, desenvolvida para atender a duas demandas estratégicas: a produção de indicadores detalhados sobre titulação e emprego de mestres e doutores em escala estadual e a inovação nos processos de geração e atualização de dados, com maior agilidade na disponibilização de informações para apoio à tomada de decisão.
Ao todo, foram elaborados 27 relatórios padronizados, contemplando os estados e o Distrito Federal, com base em um amplo conjunto de dados sobre titulação e emprego formal de mestres e doutores. A produção foi viabilizada com o uso da ferramenta R Markdown e de processos automatizados implementados pelo observatório, permitindo maior rapidez na atualização das informações.
A líder do ORHCTI, Sofia Daher, destaca que essa versão experimental incorpora dados referentes aos anos de 2022 e 2023, ampliando a série apresentada na publicação Brasil: Mestres e doutores 2024, que teve ampla repercussão e utilizou informações consolidadas até 2021. “A atualização foi possível graças à adoção de novos processos de automatização na geração dos relatórios, implementados pelo observatório, que permitem maior agilidade na produção e na disponibilização dos dados”, afirma.
A iniciativa também está alinhada aos esforços do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para a constituição da Rede de Indicadores Estaduais de CT&I (Riecti), integrando o conjunto de produtos demandados ao CGEE.
Validação pelas UFs
Nesta etapa, os cadernos serão submetidos à validação de conteúdos e dados, com o objetivo de aprimorar os relatórios e os processos de produção. A expectativa é ampliar o diálogo com os estados e com o MCTI, consolidando uma base contínua de informações estratégicas e possibilitando a expansão do escopo de indicadores sobre mestres e doutores nas unidades da Federação.
O diretor-presidente do CGEE, Anderson Gomes, destaca que os mestres e doutores desempenham papel central na geração de conhecimento, inovação e formação de recursos humanos qualificados. “Nesse contexto, o acompanhamento sistemático de sua titulação e inserção no mercado de trabalho é fundamental para a elaboração de estratégias, visão territorial e o fortalecimento das políticas públicas para o desenvolvimento científico, tecnológico e social do país”, afirmou.
A série busca, assim, oferecer subsídios a gestores públicos, instituições de ensino, agências de fomento e pesquisadores, contribuindo para o monitoramento e o aprimoramento das políticas de formação e emprego de profissionais altamente qualificados no Brasil, considerando as especificidades regionais e a diversidade socioeconômica das unidades da Federação.