Com patrocínio da Finep, encontro reunirá Silvio Meira, Tânia Bacelar, Nina da Hora, ministra Esther Dweck e Luiz Antônio Elias (Finep) em Brasília, no dia 4 de novembro.
Que Brasil poderá existir em 2051 e quais capacidades precisamos começar a construir agora? Essa pergunta orienta o evento “CGEE 25 anos - E se estivéssemos celebrando em 2051?”, que o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) realizará em 4 de novembro, a partir das 14h, no Brasília Palace Hotel, em Brasília (DF). Com o mote “25 anos de trajetória. 25 anos de futuro”, o encontro reunirá representantes do governo, da academia, do setor produtivo e de instituições de fomento para discutir os desafios das próximas décadas.
O evento tem patrocínio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Governo Federal. A iniciativa busca fortalecer a articulação entre instituições do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI), disseminar conhecimento e contribuir para a formulação de estratégias voltadas ao desenvolvimento justo, competitivo, sustentável e soberano do país.
A celebração parte da experiência acumulada pelo CGEE para olhar os próximos 25 anos, tendo como horizonte 2051, quando o Centro completará meio século de atuação. “Queremos revisitar nossa história para refletir sobre as transformações científicas, tecnológicas, econômicas e sociais que poderão redefinir o Brasil e sobre o papel da inteligência estratégica na preparação para essas mudanças”, afirma o presidente do CGEE, Anderson Gomes.
Programação reúne diferentes perspectivas sobre o futuro
A abertura institucional contará com o diretor-presidente do CGEE, o coordenador das comemorações dos 25 anos, Fernando Rizzo, e autoridades presentes. Está prevista a participação da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
Na palestra magna, “O futuro que ainda não sabemos construir”, Silvio Meira, cofundador do Porto Digital e do CESAR e TIME advisor da LeFil, abordará mudanças profundas já em curso e os desafios de traduzi-las em agendas de Estado.
A economista Tânia Bacelar de Araújo, professora emérita da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), apresentará a palestra “2051: que Brasil ainda não existe?”. A reflexão tratará das transformações que poderão redefinir o país nos próximos 25 anos e dos limites de compreendê-las a partir das referências do presente.
Em “O que hoje parece impossível?”, Nina da Hora, fundadora do Instituto da Hora e pesquisadora do Recod.ai, com atuação em ética em inteligência artificial, discutirá ideias e possibilidades que hoje parecem improváveis, mas poderão transformar o Brasil até 2051.
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, apresentará a palestra “2051: quem terá direito ao futuro?”. O debate abordará como as transformações científicas, tecnológicas, econômicas e sociais podem ampliar oportunidades, reduzir desigualdades e assegurar a participação de diferentes gerações e territórios na construção do futuro.
O presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, apresentará a palestra “De que instituição o Brasil precisará para pensar o futuro em 2051?”. A reflexão será sobre as capacidades permanentes de que o Estado e a sociedade precisarão para antecipar mudanças, produzir inteligência estratégica e transformar conhecimento em decisão.
Ciência, tecnologia e desenvolvimento
O encontro reunirá especialistas e lideranças nacionais para debater a contribuição das tecnologias críticas para um desenvolvimento justo, competitivo e sustentável. A proposta conecta a reflexão sobre o futuro às políticas públicas, aos instrumentos de fomento, à produção de conhecimento e aos mecanismos necessários à implementação de estratégias de desenvolvimento.
Entre as agendas que fundamentam a iniciativa e dialogam com a atuação do CGEE ao longo dos últimos 25 anos estão transformação digital, inteligência artificial, neoindustrialização, transição energética, bioeconomia, desenvolvimento regional, inclusão produtiva, minerais críticos, financiamento à inovação e soberania tecnológica. Esses temas orientam a reflexão sobre as capacidades que o Brasil precisará desenvolver nas próximas décadas.
Ao longo de sua trajetória, o CGEE tem produzido estudos estratégicos, avaliações de políticas públicas e exercícios de prospecção tecnológica para subsidiar decisões. Entre suas contribuições recentes estão o apoio à realização da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, os estudos sobre minerais críticos e terras raras e o apoio técnico ao MCTI na elaboração do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA).
“O CGEE tem acompanhado temas emergentes e estratégicos para o Brasil, produzindo conhecimento para orientar decisões. Seguiremos contribuindo para antecipar desafios e apontar caminhos para que a ciência, a tecnologia e a inovação se traduzam em desenvolvimento para o país”, afirma o diretor-presidente do Centro, Anderson Gomes.
O patrocínio da Finep reforça a complementaridade entre o financiamento à pesquisa e à inovação e a produção de inteligência estratégica. A articulação dessas capacidades busca aproximar diagnósticos, políticas públicas e instrumentos de implementação, contribuindo para o fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI).
O seminário terá transmissão on-line gratuita. A proposta também prevê medidas de sustentabilidade, como priorização de materiais digitais, uso racional de recursos e coleta seletiva.
Serviço
CGEE 25 anos — E se estivéssemos celebrando em 2051?
Data: 4 de novembro de 2026
Horário: a partir das 14h
Local: Brasília Palace Hotel — Brasília (DF)
Formato: presencial, com transmissão on-line gratuita
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