Ao longo da semana, o CGEE participará de três atividades da programação científica oficial.
Debates sobre terras raras e desenvolvimento regional, lançamento de novos estudos, apresentação de indicadores inéditos e uma sessão especial sobre seus 25 anos de contribuição à ciência brasileira compõem a participação do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), na 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
O evento será realizado entre 26 de julho e 1º de agosto, na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ), com o tema "Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão", reunindo pesquisadores, estudantes, gestores públicos e representantes de instituições científicas de todo o país.
"A SBPC é um dos principais espaços de encontro da comunidade científica brasileira e, para o CGEE, participar desta edição tem um significado especial. Celebramos 25 anos reafirmando aquilo que sempre esteve na essência da nossa atuação: transformar conhecimento em estratégia para o desenvolvimento do país. Ao longo desses 25 anos, o CGEE esteve à disposição do Estado brasileiro para compreender desafios complexos, avaliar cenários, aperfeiçoar políticas públicas e construir estratégias para o futuro. Esse compromisso permanece e seguirá orientando nossa atuação, sempre baseada em inteligência estratégica, diálogo e evidências. É essa vocação que levamos para a SBPC 2026, por meio dos nossos estudos, debates e publicações", afirmou o presidente do CGEE, Anderson Gomes.
PROGRAMAÇÃO CIENTÍFICA
Ao longo da semana, o CGEE participará de três atividades da programação científica oficial.
Na segunda-feira (27), o presidente do Centro, Anderson Gomes, coordenará a mesa-redonda "Terras Raras em Disputa: o papel do Brasil nas cadeias globais de tecnologias estratégicas", dedicada a discutir os desafios e as oportunidades para que o Brasil amplie sua participação nas cadeias globais de valor associadas aos minerais críticos. O debate dialoga diretamente com o estudo "Terras Raras no Brasil: Estado da arte, cenários e um mapa do caminho estratégico para 2026–2040", lançado recentemente pelo CGEE e que vem contribuindo para o debate nacional sobre política industrial, inovação e soberania tecnológica.
Na terça-feira (28), será realizada a Sessão Especial "25 anos do CGEE", coordenada pela diretora do Centro, professora Connie McManus. O encontro reunirá a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Francilene Procópio Garcia; a presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Denise Pires de Carvalho; e dois ex-presidentes do CGEE, Lúcia Melo e Fernando Rizzo, que atualmente coordena as ações comemorativas dos 25 anos da instituição. A mesa promoverá uma reflexão sobre a trajetória do Centro e sua contribuição para a formulação, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação ao longo das últimas duas décadas e meia.
Na quarta-feira (29), o CGEE promoverá a mesa-redonda "Desenvolvimento Regional em Foco: lançamento da Revista Parcerias Estratégicas sobre o Projeto CDR", também coordenada pelo presidente do Centro, Anderson Gomes. A atividade marcará o lançamento da edição especial da revista Parcerias Estratégicas, dedicada ao Projeto Centros de Desenvolvimento Regional (CDR), e contará com apresentações das líderes de projeto Kilma Cezar, Adriana Badaró de Carvalho e Sofia Daher Aranha. Além da apresentação da publicação, a mesa discutirá experiências, metodologias e resultados relacionados ao desenvolvimento regional sustentável, incluindo análises e indicadores produzidos pelo Observatório de Ciência, Tecnologia e Inovação (OCTI) e pelo Observatório de Recursos Humanos para Ciência, Tecnologia e Inovação (ORHCTI).
EXPOT&C
A programação do CGEE na ExpoT&C, espaço dedicado à divulgação científica do MCTI, contará com duas atividades voltadas ao fortalecimento da produção e da disseminação do conhecimento estratégico.
Na terça-feira (28), às 9h, o CGEE e a Fundação Getulio Vargas (FGV) assinarão um Memorando de Entendimento, formalizando uma parceria para o desenvolvimento de estudos, pesquisas e iniciativas em áreas estratégicas de ciência, tecnologia e inovação. Na sequência, será realizado o painel "Políticas Públicas Baseadas em Evidências: contribuições do CGEE e da FGV", que discutirá o papel da produção de conhecimento e da avaliação estratégica no aperfeiçoamento das políticas públicas.
Na quarta-feira (29), às 13h, o Centro apresentará um novo informe do Observatório de Ciência, Tecnologia e Inovação (OCTI). A publicação traz uma análise inédita da produção científica brasileira com base em indicadores de especialização científica, participação relativa e colaboração internacional, oferecendo evidências para subsidiar políticas públicas e ampliar a compreensão sobre as áreas em que o país apresenta maior competitividade científica.
ESPAÇO CGEE
No estande institucional, o CGEE apresentará uma exposição dedicada aos seus 25 anos de atuação e à produção de conhecimento estratégico desenvolvida pela instituição. A exposição evidencia a contribuição histórica do Centro para o fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) e para a construção de agendas estruturantes voltadas ao desenvolvimento do país.
Um dos destaques do espaço será uma linha do tempo que sintetiza os principais marcos dos 25 anos do CGEE, apresentando sua evolução desde a consolidação de capacidades analíticas em ciência, tecnologia e inovação até a atuação em temas contemporâneos, como inteligência artificial, bioeconomia, tecnologias digitais, minerais críticos, avaliação estratégica, desenvolvimento regional e formulação de estratégias nacionais.
Complementando a exposição, painéis audiovisuais apresentarão publicações organizadas em três eixos temáticos: planejamento estratégico para o desenvolvimento do Brasil, com estudos como a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI), o Livro Violeta e o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia; inteligência para políticas públicas, reunindo avaliações estratégicas, monitoramento e produção de evidências para apoio à tomada de decisão; e tecnologias estratégicas para o futuro, com foco em inteligência artificial, transformação digital, Amazônia, mudanças climáticas, bioeconomia, terras raras e outras agendas emergentes.
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