Programação reúne especialistas nacionais e internacionais para discutir inovação, imunobiológicos e cooperação científica em saúde pública.
O diretor de Projetos Estratégicos e Relações Internacionais do CGEE, Caetano Penna, participou, hoje (8), do 10º International Symposium on Immunobiologicals, produzido pelo Instituto Bio-Manguinhos, da Fiocruz. O encontro conta com a participação de especialistas, pesquisadores e representantes de instituições nacionais e internacionais para debater inovação, desenvolvimento tecnológico e políticas estratégicas voltadas ao setor de imunobiológicos. Entre os objetivos do simpósio estão fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico, fortalecer redes colaborativas de pesquisa e integrar pesquisadores com instituições de produção e desenvolvimento em biotecnologia e saúde pública.
A programação do evento traz nomes como a diretora de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Fernanda De Negri; o assessor científico sênior de Bio-Manguinhos e pesquisador emérito da Fiocruz, Akira Homma; e a pesquisadora sênior da Fiocruz, Margareth Dalcolmo.
Na apresentação “Structural conditions for success”, Penna discutiu os desafios estruturais para a implementação do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), especialmente nas áreas de saúde, biotecnologia e soberania tecnológica.
Ao longo da palestra, Penna diferenciou os conceitos de “capacity” e “capability” em políticas industriais. De acordo com a apresentação, “capacity” está relacionada à infraestrutura, capital humano e base produtiva já instalados, enquanto “capability” envolve coordenação entre atores, direção estratégica e capacidade de aprendizado contínuo.
Penna também apresentou experiências anteriores de políticas industriais brasileiras para demonstrar como iniciativas articuladas entre financiamento, produção e demanda podem fortalecer capacidades tecnológicas nacionais. Entre os casos destacados estiveram o Programa Conjunto de Apoio à Inovação Tecnológica Agrícola no Setor Sucroenergético (PAISS), associado ao sucesso do etanol de segunda geração, e o programa Inova Saúde, voltado à integração entre instrumentos de financiamento, produção e compras públicas no setor de saúde.
A apresentação ressaltou, ainda, que o Brasil já possui capacidades consolidadas em setores estratégicos para o desenvolvimento da inteligência artificial, especialmente em saúde, medicina, química e biotecnologia. Dados apresentados por Penna indicam que a maior concentração da capacidade brasileira em IA está justamente nas áreas relacionadas ao ecossistema da saúde.
Entre os desafios apontados para o sucesso do PBIA, o diretor do CGEE destacou a necessidade de ampliar infraestrutura computacional soberana, fortalecer a formação de profissionais qualificados, integrar ações entre diferentes ministérios e consolidar estruturas regulatórias capazes de transformar diretrizes em operações efetivas.
Em sua apresentação, Penna descreveu, ainda, um cenário prospectivo para 2030 em que pesquisadores brasileiros utilizariam modelos nacionais de inteligência artificial e infraestrutura computacional instalada no país no desenvolvimento de antígenos para vacinas.
Informações sobre a programação do evento podem ser obtidas em: https://isi.bio.fiocruz.br/en/the-event/.
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