Rodrigo Cabral (Ascom/MCTI)
Durante lançamento no MCTI, Centro anuncia atualização de estudo estratégico sobre terras raras.
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) realizou, nesta terça-feira (13), na sede da pasta, a solenidade de lançamento do Grupo de Trabalho de Inovação para o Setor Mineral (GT-ISM) – Soberania Tecnológica Nacional. A iniciativa tem como objetivo estruturar e propor políticas voltadas ao fortalecimento da inovação no setor mineral brasileiro, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e para a inserção do país nas cadeias globais de valor.
A mesa de abertura contou com a participação da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida; do presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Olival Freire; do diretor-presidente do CGEE, Anderson Gomes; do diretor de Inovação e Relações Institucionais da Embrapii, Igor Nazaré, representando o diretor-presidente Álvaro Prata; e do superintendente substituto da área de Transição Energética e Infraestrutura da Finep, Henrique Vasques.
Durante a solenidade, o diretor-presidente do CGEE, Anderson Gomes, participou da mesa de abertura e destacou a importância estratégica do setor mineral para o desenvolvimento do país e para a soberania tecnológica nacional. Na sequência, ele realizou apresentação na qual ressaltou o papel das terras raras como minerais estratégicos para a transição energética e para a indústria de alta tecnologia. O diretor-presidente do CGEE também anunciou a atualização do estudo do Centro sobre terras raras, referência no debate sobre minerais críticos e estratégicos no Brasil.
De acordo com o dirigente, o estudo atualizado sobre terras raras incorporará novas metodologias e uma leitura mais ampla do cenário geopolítico e tecnológico. “Vamos atualizar esse estudo, que cobre o período de 2012 a 2030, para um novo horizonte de 2026 a 2040, com base em uma metodologia diferente, incluindo diagnóstico tecnológico-industrial, prospecção tecnológica com análise aprofundada de patentes, monitoramento geopolítico e construção de cenários”, afirmou.
Ele destacou que a atualização contará com uma estrutura colaborativa e multidisciplinar, reunindo especialistas que participaram da edição anterior e novos pesquisadores com diferentes perspectivas, especialmente nas áreas de estratégia e geopolítica. “O estudo traz uma análise integrada de cadeias de valor e das oportunidades para o Brasil em um contexto de disputas globais por minerais estratégicos”, disse.
Gomes ressaltou, ainda, que o Brasil se encontra em posição estratégica para ser um protagonista no setor, diante das transformações da cadeia global de terras raras e do aumento da demanda por tecnologias associadas à transição energética e à economia digital.
Instituído no âmbito do MCTI, o Grupo de Trabalho de Inovação para o Setor Mineral (GT-ISM) será coordenado pelas secretarias de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do ministério e reúne representantes de instituições como Cetem, CGEE, CNPq, Finep e Embrapii, além de integrantes convidados da academia, do setor produtivo e da sociedade civil. O grupo terá como foco a formulação de propostas para o fortalecimento da inovação e da soberania tecnológica no setor mineral brasileiro.
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