Anderson Gomes e Connie McManus integram as listas internacionais que identificam os cientistas mais influentes do mundo, com base nas citações acumuladas ao longo da carreira e nas recebidas em 2025.
O diretor-presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Anderson Gomes, e a diretora de Projetos Estratégicos e Relações Institucionais, Connie McManus, integram as duas listas do levantamento internacional de pesquisadores elaborado por uma equipe da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, com dados da editora Elsevier.
Divulgada em outubro de 2026, a atualização utiliza indicadores bibliométricos baseados em publicações indexadas na base Scopus. O levantamento apresenta duas listas independentes: a de carreira, que considera as citações recebidas de 1996 a 2025, e a de ano único, que reúne as citações recebidas em 2025.
As classificações utilizam um indicador composto que considera o total de citações, os índices h e hm e as citações de trabalhos em que o pesquisador figura como autor único, primeiro ou último autor. Entram nas listas os 100 mil primeiros colocados do mundo nesse indicador ou os 2% mais bem posicionados de cada subárea. A lista de carreira reúne 243.949 pesquisadores de todo o mundo, enquanto a de ano único contempla 249.310.
Participação brasileira
O Brasil conta com 1.304 pesquisadores na lista de carreira e 1.510 na de ano único, o que corresponde, respectivamente, a 0,53% e 0,61% do total mundial em cada classificação. Pelo número de pesquisadores incluídos, o país ocupa a 27ª posição na lista de carreira e a 24ª na de ano único. Ao todo, são 2.021 pesquisadores brasileiros distintos nas duas listas.
A Universidade de São Paulo (USP) lidera entre as instituições brasileiras, com 264 pesquisadores na lista de carreira e 282 na de ano único. Na sequência, aparecem a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com 99 e 105 nomes; a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com 74 e 63; a Universidade Estadual Paulista (Unesp), com 60 e 87; a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com 56 e 63; e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com 54 e 64. Entre as instituições de pesquisa, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) se destaca com 43 pesquisadores na lista de carreira e 35 na de ano único.
Trajetória acadêmica
Anderson Gomes é graduado e mestre em física pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutor em física pelo Imperial College London, no Reino Unido. Realizou estágio de pós-doutorado na Brown University, nos Estados Unidos. Professor aposentado do Departamento de Física da UFPE, permanece vinculado aos programas de pós-graduação em Física e Odontologia da universidade. Desenvolve pesquisas nas áreas de fotônica, nanofotônica, biofotônica e óptica não linear. É pesquisador nível 1A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), onde é vice-presidente regional para a região Nordeste e o Espírito Santo, além de ser integrante da Academia Mundial de Ciências (TWAS).
Connie McManus, cujo nome completo é Concepta Margaret McManus Pimentel, é graduada em ciências agrárias pela University College Dublin, na Irlanda, mestre em genética e reprodução animal pela Universidade de Edimburgo e doutora pela Universidade de Oxford, ambas no Reino Unido. Realizou pós-doutorado na Universidade de Sydney, na Austrália. Professora emérita do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB), é pesquisadora nível 1A do CNPq e membro titular da ABC. A sua atuação científica abrange genética e melhoramento animal, conservação de recursos genéticos animais e genética da paisagem. Além disso, foi diretora de Relações Internacionais da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
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