Iniciativa conduzida pelo CGEE e pelo MRE produzirá evidências, indicadores e diagnósticos para apoiar a atuação internacional do Brasil em áreas tecnológicas prioritárias.
A reunião de apresentação do Marco Inicial do Projeto Diplomacia da Inovação (PDI) trouxe os primeiros levantamentos estratégicos dos produtos que serão entregues em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e o Ministério de Relações Exteriores (MRE). O encontro ocorreu na segunda-feira (1º) na sede do Centro, em Brasília (DF). Os primeiros levantamentos estratégicos dos produtos que serão entregues em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e o Ministério de Relações Exteriores (MRE). O encontro ocorreu na segunda-feira (1º) na sede do Centro, em Brasília (DF).
O plano está estruturado em cinco trilhas estratégicas, que abrangem desde o monitoramento de políticas públicas até a análise da diáspora científica e a participação em projetos de megaciência. Um dos objetivos centrais é criar metodologias rigorosas, como o uso de modelos lógicos, para avaliar o impacto real de investimentos tecnológicos e da inserção internacional do Brasil. Além disso, a iniciativa busca mapear o potencial nacional em áreas como inteligência artificial e tecnologias climáticas para atrair parcerias externas.
Na ocasião, o diretor de Projetos Estratégicos e Relações Internacionais do CGEE, Caetano Penna, apresentou as cinco trilhas de trabalho da iniciativa, cujo objetivo central é produzir evidências para subsidiar a política externa brasileira em ciência, tecnologia e inovação (CT&I). O dirigente destacou a exploração minuciosa de aspectos de estruturação do PDI que o Centro pode promover.
“No âmbito do Programa Diplomacia da Inovação em si, alguns aspectos requerem, talvez, um olhar mais aprofundado. O primeiro é o aspecto da internacionalização do nosso Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia. O segundo é um hiato da percepção de capacidade brasileira, no âmbito tecnológico, mais do que da ciência, e no âmbito da inovação, e a percepção externa de potenciais parceiros. E o terceiro, o último ponto, é que isso se traduz nas etapas desse projeto. Nós percebemos isso, nós do CGEE, apoiamos diferentes órgãos aqui das bases de ministérios, mas também trabalhamos com representações diplomáticas”, detalhou Penna.
Com duração prevista de 20 meses, o projeto utiliza oficinas colaborativas para integrar especialistas da academia, do governo e do setor produtivo em uma rede permanente. Penna indicou um esforço para transformar registros pontuais em um sistema contínuo de avaliação que subsidie a política externa tecnológica do país. Ele também destacou o potencial do Brasil em áreas como inteligência artificial, semicondutores, tecnologias climáticas e energia, que podem ser melhor exposto ao resto do mundo com iniciativas como o PDI.
Trilhas do projeto
O projeto está estruturado em cinco trilhas temáticas que buscam fortalecer a atuação brasileira em ciência, tecnologia e inovação no cenário internacional.
Trilha 1 - Monitoramento e Avaliação: Focada em criar uma sistemática para o PDI, utilizando a metodologia de "modelos lógicos" e "teoria da mudança" para identificar impactos e resultados dos últimos 8 anos. Penna destacou a importância de propor indicadores que sejam tecnicamente relevantes e, ao mesmo tempo, factíveis de serem coletados.
Trilha 2 - Diáspora Científica: Visa mapear a diáspora brasileira e definir conceitos fundamentais, diferenciando-a de processos como a internacionalização da ciência.
Trilha 3 - Política Externa Digital/Tecnológica: Propõe subsídios para a atuação digital do Brasil, com discussões para ampliar o escopo para uma política externa tecnológica mais ampla, abrangendo áreas como inteligência artificial e semicondutores.
Trilha 4 - Mega Ciência: Avalia a participação brasileira em grandes projetos científicos globais, buscando definir critérios para o que constitui um projeto de "megaciência” e se o escopo atual deve ser ampliado.
Trilha 5 - Mecanismo Tecnológico de Belém: Focada em discussões sobre tecnologias climáticas e a inserção internacional do Brasil nesse tema.
Além das frentes temáticas, o projeto parte do diagnóstico de que existe uma diferença entre a capacidade tecnológica efetiva do Brasil e a percepção internacional sobre o país como parceiro estratégico em ciência, tecnologia e inovação. Nesse contexto, pretende contribuir para ampliar a visibilidade das competências nacionais e fortalecer a presença brasileira em áreas de fronteira tecnológica.
A execução do trabalho será baseada em uma metodologia participativa, com a realização de oficinas e atividades conjuntas para validar teorias da mudança e lógicas de intervenção de cada trilha. Outro objetivo central é consolidar uma rede de especialistas da academia, do setor produtivo e do governo que permaneça ativa para além da duração do projeto, contribuindo para o fortalecimento das capacidades nacionais de antecipação tecnológica e diplomacia da inovação.
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