Educação

Presidente do CGEE participa de painel sobre ecossistemas sustentáveis na educação

No IX Encontro Anual da Rede CpE, Anderson Gomes abordou a articulação entre ciência, instituições e financiamento para a continuidade de iniciativas educacionais.

O diretor-presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Anderson Gomes, destacou os fatores que contribuem para a continuidade e a ampliação dos resultados de iniciativas educacionais durante o painel “Promovendo Ecossistemas Sustentáveis na Educação”, no IX Encontro Anual da Rede Ciência para Educação (CpE). Sua abordagem destacou a integração entre recursos financeiros, formação de pessoas, governança institucional, redes de colaboração e evidências científicas.

Realizado nos dias 16 e 17 de outubro, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, o encontro teve como tema “Sustentabilidade Social e Ciência para Educação”. A programação reuniu pesquisadores, professores e estudantes para discutir as contribuições da educação baseada em ciência para o bem-estar, a inclusão e a redução das desigualdades sociais.

Professor do Departamento de Física da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e vice-presidente regional da Academia Brasileira de Ciências (ABC) para o Nordeste e o Espírito Santo, Anderson integrou a mesa ao lado de Tatiana Leite, cofundadora do Grupo Benfeitoria, e Marina Peixoto, sócia-fundadora da MP Consultoria. A moderação foi de Renata Aranha, vinculada à UERJ, ao IDOR e à Rede CpE.

Em sua apresentação, Anderson abordou os desafios de incorporar os resultados de projetos às estruturas e às práticas das instituições de ensino. Destacou que a continuidade das iniciativas depende de mecanismos que preservem as equipes, o conhecimento acumulado e a capacidade de aplicar os aprendizados em outros contextos.

“A sustentabilidade começa quando o conhecimento deixa de pertencer ao projeto e passa a integrar a capacidade das instituições”, destacou.
A análise reuniu cinco capitais necessários à sustentabilidade de um ecossistema educacional: financeiro, humano, institucional, social e científico. Além dos recursos e das competências das equipes, a abordagem ressaltou a importância da estabilidade das regras, da confiança entre parceiros e da produção de evidências para avaliar resultados e orientar decisões de longo prazo.

Anderson também tratou do papel do Estado no financiamento, na articulação entre atores e na criação de condições para a continuidade das ações. Para o horizonte de cinco anos da Rede CpE, apresentou propostas de fortalecimento da governança, aproximação entre a produção científica e as necessidades dos sistemas educacionais, acompanhamento de resultados e diversificação das fontes de apoio.

Informação estratégica para educação e sustentabilidade


Segundo Anderson Gomes, a abordagem dialoga com a atuação do CGEE na produção de estudos prospectivos e de informações estratégicas para subsidiar políticas públicas. Por meio de seus observatórios, o Centro acompanha tendências e reúne evidências que apoiam o planejamento e a tomada de decisão.
Na área da sustentabilidade, o Observatório de Inovação para Cidades Sustentáveis (OICS) identifica e sistematiza soluções para desafios urbanos, incluindo soluções baseadas na natureza. Seus estudos, publicações e bancos de experiências oferecem subsídios à formulação de políticas e ao planejamento de municípios, estados e da União, aproximando o conhecimento das necessidades dos territórios.


Na interface entre educação e desenvolvimento científico, o Observatório de Recursos Humanos para Ciência, Tecnologia e Inovação (ORHCTI) acompanha a formação e o emprego de profissionais qualificados no Brasil, com destaque para mestres e doutores. As análises contribuem para compreender a base de competências do país e subsidiar políticas públicas de educação e CT&I.


O Observatório de Ciência, Tecnologia e Inovação (OCTI), por sua vez, monitora a produção científica nacional e internacional, situando a participação brasileira no cenário mundial. Suas análises permitem acompanhar tendências e identificar competências científicas, oferecendo subsídios ao planejamento de ações em CT&I.

Ao final da apresentação, Anderson convidou os participantes a conhecerem os observatórios e os estudos disponíveis no site do CGEE e colocou a instituição à disposição para colaborar com iniciativas que aproximem ciência, educação e sustentabilidade.

Notícias relacionadas

Sem notícias relacionadas