COP30

Resultados da 3ª ICID são apresentados na COP30 em mesas da Casa da Ciência

ICID III reforça debates sobre terras secas e desertificação na COP30

Os resultados da 3ª Conferência Internacional sobre Clima e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (ICID III), realizada em setembro de 2025, em Fortaleza (CE), foram apresentados durante a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA). A temática foi palco de vários debates organizados na Casa da Ciência, side event proposto pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) no Museu Paraense Emílio Goeldi. 

Ao longo das duas semanas da Conferência do Clima, quatro mesas da Casa da Ciência abordaram diretamente ou transversalmente a temática das terras secas, eixo central da ICID III, permitindo que os debates sobre seca, desertificação, resiliência territorial e vulnerabilidades socioeconômicas ganhassem destaque na COP30. São elas: Riscos de secas e desertificação na América Latina; Mudanças Climáticas e a Resiliência dos Biomas da Amazônia, Caatinga e Cerrado; Terras secas — impactos sociais e econômicos das mudanças climáticas nos territórios brasileiros e da América Latina, moderada pelo secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda; e “Extremos Climáticos e Impactos nos Recursos Hídricos no Brasil”.

A mesa realizada no dia 19 de novembro, Terras secas — impactos sociais e econômicos das mudanças climáticas nos territórios brasileiros e da América Latina, marcou o momento em que o presidente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme),  Eduardo Sávio, apresentou oficialmente os resultados da ICID III. O debate resgatou achados consolidados na capital cearense, incluindo os encaminhamentos da Carta de Fortaleza e da Carta da Sociedade Civil da Caatinga, reforçando a necessidade de ações locais, ciência aplicada e políticas públicas para territórios vulneráveis.

As discussões da ICID III evidenciaram que os desafios do Semiárido, como escassez hídrica, desertificação e vulnerabilidades socioeconômicas, exigem políticas integradas, participativas e baseadas em evidências, combinando ciência, instrumentos de financiamento, tecnologias apropriadas e valorização dos saberes locais. Esses achados foram incorporados às mesas realizadas na Casa da Ciência, reforçando a importância do tema “terras secas e desertificação” na agenda global da COP30.

Além de levar o tema para diversos debates da conferência, a organização da ICID III cumpriu, ainda, o seu papel inicial de fornecer subsídios científicos e técnicos para garantir uma participação robusta dos delegados nacionais de países com regiões secas durante a conferência.

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