Intervenção no HLS evidencia a contribuição das organizações de pesquisa para decisões climáticas mais eficazes e alinhadas ao Acordo de Paris.
A assessora técnica do projeto Agenda Positiva para a Mudança do Clima do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Emilly Caroline, participou nesta terça-feira (19.11) do High-Level Segment (HLS) da COP30, o espaço em que chefes de delegação, autoridades internacionais e grupos observadores apresentam seus posicionamentos oficiais sobre as negociações climáticas.
O HLS marca a fase mais política da conferência, reunindo representantes de países e organizações para orientar decisões que deverão ser consolidadas até o fim da semana. A abertura, nesta segunda, ocorreu no Plenário Amazonas e contou com a presença do vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, da presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Annalena Baerbock, do presidente da COP30, André Corrêa do Lago, e do secretário-executivo da UNFCCC, Simon Stiell.
Representando o grupo RINGO (Research and Independent NGOs), Emilly Caroline discursou ao lado de delegações nacionais e instituições multilaterais, reforçando a importância de decisões baseadas em ciência e processos transparentes.
Em sua fala, destacou a postura colaborativa das negociações. “Elogiamos a energia positiva e o compromisso universal com o multilateralismo nesta conferência. As consultas 'mutirão' têm sido construtivas e direcionadas. Encorajamos a Presidência e as Partes a continuarem nesse espírito e aguardamos decisões robustas até o final da semana”, afirmou.
A representante do CGEE também chamou atenção para a centralidade da ciência nas políticas climáticas. “As soluções devem basear-se em conhecimento científico credível e rigorosamente avaliado para orientar a tomada de decisões eficazes. Isto aplica-se a todas as questões aqui consideradas em Belém. A ciência e a pesquisa são essenciais para NDCs robustas e alinhadas com a Meta de 1,5°C, para o desenvolvimento de fontes inovadoras de financiamento climático, para a integridade do mercado de carbono, para os programas de mitigação e adaptação, e para a geração de dados que subsidiem os relatórios do Acordo de Paris.”
Emilly também expressou preocupação sobre a redução de investimentos em observação da Terra. “Agradecemos o Dia da Informação sobre a Terra e as atualizações abrangentes de uma ampla gama de organizações, mas compartilhamos da preocupação com o declínio relatado no apoio às observações da Terra.”
A pesquisadora reforçou ainda a importância de aprimorar os procedimentos do balanço global de emissões (Global Stocktake). “Incentivamos a CMA a concluir o trabalho de aprimoramento dos procedimentos para o balanço global, pois eles têm implicações significativas sobre como a comunidade de pesquisa pode melhor contribuir para o segundo GST.”
Ao final, deixou um recado em nome do grupo de pesquisa. “Nossa comunidade representa especialistas em agricultura, artigo 6, criosfera, finanças, perdas e danos, saúde, oceanos e tecnologia. Oferecemos o nosso apoio enquanto comunidade de conhecimento e ação para a concretização das metas climáticas.”, finalizou.
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